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› 02/06/2017

Liturgia: uma experiência de conversão

Liturgia…

Uma experiência de Conversão

Por Padre Kleber Rodrigues da Silva

 

“Mas vai chegar a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são esses os adoradores que o Pai deseja” (Jo 4, 23).

 

Liturgia! Algo que nos apaixona. Que causa alegria! Que causa Tristeza! Que causa Conversão!

A primeira liturgia que nos fascina é a da Santíssima Trindade, onde na sua ação em favor do outro, temos o ato criador do Pai, o gesto redentor do Filho e a presença santificadora do Espírito.

São João Paulo II, nos seus escritos no início do terceiro milênio nos colocava que era preciso, “ter um olhar voltado para a Santíssima Trindade” (cf. NMI 43) para fazer uma experiência de comunhão e porque não dizer de conversão.

Quando olhamos para a referência do texto acima, e a relacionamos com a Liturgia, percebemos que somos impulsionados a fazer uma experiência autêntica de nossa comunhão com a Santíssima Trindade.

Isto nos faz compreender também que a ação litúrgica não é especificamente para agradar um padre, um assessor, uma coordenação.

A ação litúrgica deve levar-nos a perceber a ação santificadora de Deus em nossa vida e esta atitude divina é justamente para melhor glorificá-lo, para prestar-lhe um culto em espírito e em verdade.

Assim vamos desejando um aprimoramento de nossa relação com as pessoas divinas e com os nossos irmãos e irmãs. Liturgia não é ação para agradar o padre x ou y. É para louvar, bendizer e relacionar-se com Deus e com os nossos irmãos e irmãs que vivem em diversas realidades, não esquecendo é claro, daqueles que o sistema exclui.

Fazer uma experiência de conversão através da liturgia é participar com o coração consciente e ativo, para torná-lo frutuoso. De uma liturgia vivenciada através dos ritos para uma liturgia da vida prática.

Ao fazermos uma experiência de conversão através dos ritos, é preciso ter um cuidado para não ficarmos engessados com o rubricismo. É comum no inicio da caminhada dos membros da pastoral litúrgica tomar conhecimento da Instrução Geral do Missal Romano e achar que liturgia é “pode e não pode”. Cada agente litúrgico não deve se tornar um “juiz litúrgico”, mas desejar uma liturgia em espírito e verdade, que brote do coração, ligada com a realidade, que nos impulsione a “Ser Igreja” além das quatro paredes do templo.

Fazer uma liturgia que nos traga a alegria de sentir-se membro e responsável pela vida da Igreja, que nos ajude a enxergar os pecados sociais, a lutar pela dignidade humana, pela promoção da vida, que nos leve ao encontro de Deus e de seus Filhos e filhas, que nos santifique e santifique aqueles que conosco convivem, que nos liberte das amarras do pecado, que nos ajude a enxergas os sentimentos e as faces de Deus pela humanidade, que experimentemos da Eucaristia e dos demais sacramentos com suavidade e alegria, não como um peso, com algo mal feito, mal preparado, de qualquer jeito, de qualquer modo, de improviso. Às vezes penso o quanto a Igreja precisa aprender com as grandes empresas tanto no ato de planejar e realidade com dignidade suas atividades. Às vezes somos tomados por um espírito de amadorismo e de improvisação tão grande. Que liturgia é esta que realizamos para o louvor de Deus e a nossa santificação?

Roguemos ao Espírito Santo, para que ele cada vez mais reze em nós, para assim prestarmos um culto em espírito e verdade. Um culto que não seja para o padre, mas que seja para o louvor divino. Os padres passam, a vida da comunidade permanece. E o mais triste às vezes para o padre, é que quando ele se vai, a comunidade regride, porque durante todo o tempo em que lá esteve, o povo se preocupou em agradá-lo e esqueceu-se de Deus ou de sua própria história de vida em comunidade.

Que a liturgia a partir da espiritualidade dos ritos e dos tempos litúrgicos nos leve a um culto agradável à Deus.